terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Porque as mulheres ficam solteiras?

domingo, 12 de dezembro de 2010

Clube da Luta para Idosos!!!

Limpeza molezinha!

Estacionando o carro no Inverno!

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

André Pardini para Orador Turma 179 - São Francisco

André Pardini para Orador: Discurso: "Pessoal, Procurei fazer um discurso que retratasse um pouco de tudo o que foram as Arcadas para nós nesses 5 anos. Está com uma linguagem s..."

domingo, 31 de outubro de 2010

Top 10 Biggest and Best Jumps Ever

Mulher usando celular em filme de 1928

Sustinho...

Coréia Doido!

Talento, Sorte e Loucura!

Comédia MTV - Forró do Twitter - Tem que "twitta"


Eu Canto!!!

O que não fazer na hora do bafômetro...

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Caiu a casa, Xing Ling!

Você sabe quando uma mulher é boa?

Sucessos do youtube em 4 minutos!

Dupla de Dentinhos - Nothing on you

Brotheragem

Nada como um pouco de sorte!

Macho bebendo cerveja!

terça-feira, 14 de setembro de 2010

Aviões do Forró - Vou curtir a vida


Eu Canto!

Aviões do Forró - O Gostosão


Eu Canto! Vou te morder! Vou te lamber! Safada! Huahuahuha!

Aviões do Forró - Boa sorte - Good Luck - Suuuuucesssoooooo!


Eu Canto!!!

Isso é choro ou risada?

Deus me livre!!!

Tesla Cage

Baile de XV Anos!


Gostei do cinto balançando.

Bem doido!!!


Eu Canto!!!

terça-feira, 31 de agosto de 2010

A República Popular do Corinthians


Como eu gosto muito de Futebol, fica a singela homenagem, mas só por hoje e nunca mais!

Fail - Agosto de 2010

Jackson do Pandeiro e João do Vale - O Canto da Ema


Eu Canto, Morena!


A ema gemeu no tronco do juremar
A ema gemeu no tronco do juremar
Foi um sinal bem triste, morena
Fiquei a imaginar
Será que é o nosso amor, morena
Que vai se acabar? (2X)
Você bem sabe, que a ema quando canta
Traz no meio do seu canto um bocado de azar
Eu tenho medo
Pois acho que é muito cedo
Muito cedo meu benzinho
Pra essa amor acabar
Vem morena, vem, vem, vem
Me beijar, me beijar
Dá um beijo, dá um beijo
Pra esse medo
Se acabar

Luiz Gonzaga - No Meu Pé De Serra


Eu Canto!!!

Luiz Gonzaga - Cintura Fina


Eu Canto!!!

Luiz Gonzaga - 17 e 700 (Dezessete e Setecentos)


Eu Canto! Tá aí outra música da minha infância! E pra fazer essa conta enquanto meu Pai cantava correndo?!

Luiz Gonzaga - Apologia ao Jumento (O Jumento é nosso irmão)


Eu Canto! Quando eu ouvia meu pai falando que fulano era o Jumento nosso Irmão, achei que ele estava de sacanagem! A parte do estudante é demais!

Whoomp (There It Is) - Tag Team - Duvido vocês acharem o Obama nesse clip!


Eu Canto!!!

domingo, 22 de agosto de 2010

Racionais MC'S - Diário de um detento


Eu Canto!!!

The Prodigy - Breathe


Eu Canto!!!

DMX - X Gon' Give It To Ya


Eu Canto!!!

DMX - Where Da Hood At


Eu Canto!!!

Dj Kool Herc - Let me clear my throat


Eu Canto!!!

Afrika Bambaataa - Planet Rock Kraftwerk Original Video


Eu Canto!!!

Cypress Hill - Insane In The Brain


Eu Canto!!!

...

Essa noite... Vamos de Rap e Hip Hop!!!

Cypress Hill - No Entiendes La Onda


Eu Canto!!!

Cypress Hill - Mexicana Rap - New Wave Não Canto!


Eu Canto, Mano!!!

Comédia Romântica + Ação = Par Perfeito!

Nuit Blanche

Fake?

Vaquejada no Povoado


Adorei!!!

Dani Calabresa no Jô - O Bafudo e o Carnaval de Salvador

Como dar um pequeno role de carro em 47 segundos!

Caio César, o Batata Dura!

Como traumatizar uma criança...

Contagem de mortos - Os Mercenários

Clique na imagem para ampliar!

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

New Funk Wave!


Eu Canto!!!

Balança mas não para!


Eu Canto!!! Funk Retrô!!!

Tapinha!


Eu Canto!!! Funk Retrô!!!

Dança da Motinha!


Eu Canto! Funk Retrô!

Proibidão Acústico - Capô de Fusca


Eu Canto!!!

Proibidão Acústico Axé!


Eu Canto!!!

Joel Santana no psicólogo!!!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

?!!?!?!?


Eu Canto!?

Museu da Língua Portuguesa

Como havia anunciado no Twitter, ontem tentei ir na Bienal do Livro aqui de São Paulo. Ocorre que quando cheguei na avenida que dava acesso ao Anhembi desisti! Uma fila monstruosa de carros, dentro e fora!

Em uma breve troca de passeios optamos por visitar o Museu da Língua Portuguesa e a Pinacoteca. Ótimo programa! Vale muito a pena!

No Museu não havia nenhuma exposição temporária acontecendo, a próxima será do Fernando Pessoa! Não perco de jeito nenhum! Todavia, não havia visto em minha primeira visita o vídeo de apresentação da nossa língua, excelente!

Sendo assim, abaixo segue um poema lindamente entoado e que valeu por demais a visita!

Navio Negreiro
Castro Alves

I


'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço
Brinca o luar — dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... cansam
Como turba de infantes inquieta.

'Stamos em pleno mar... Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro...
O mar em troca acende as ardentias,
— Constelações do líquido tesouro...


'Stamos em pleno mar... Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...


'Stamos em pleno mar. . . Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas...


Donde vem? onde vai? Das naus errantes
Quem sabe o rumo se é tão grande o espaço?
Neste saara os corcéis o pó levantam,
Galopam, voam, mas não deixam traço.


Bem feliz quem ali pode nest'hora
Sentir deste painel a majestade!
Embaixo — o mar em cima — o firmamento...
E no mar e no céu — a imensidade!


Oh! que doce harmonia traz-me a brisa!
Que música suave ao longe soa!
Meu Deus! como é sublime um canto ardente
Pelas vagas sem fim boiando à toa!


Homens do mar! ó rudes marinheiros,
Tostados pelo sol dos quatro mundos!
Crianças que a procela acalentara
No berço destes pélagos profundos!


Esperai! esperai! deixai que eu beba
Esta selvagem, livre poesia
Orquestra — é o mar, que ruge pela proa,
E o vento, que nas cordas assobia...


Por que foges assim, barco ligeiro?
Por que foges do pávido poeta?
Oh! quem me dera acompanhar-te a esteira
Que semelha no mar — doudo cometa!


Albatroz! Albatroz! águia do oceano,
Tu que dormes das nuvens entre as gazas,
Sacode as penas, Leviathan do espaço,
Albatroz! Albatroz! dá-me estas asas.


II

Que importa do nauta o berço,
Donde é filho, qual seu lar?
Ama a cadência do verso
Que lhe ensina o velho mar!
Cantai! que a morte é divina!
Resvala o brigue à bolina
Como golfinho veloz.
Presa ao mastro da mezena
Saudosa bandeira acena
As vagas que deixa após.


Do Espanhol as cantilenas
Requebradas de langor,
Lembram as moças morenas,
As andaluzas em flor!
Da Itália o filho indolente
Canta Veneza dormente,
— Terra de amor e traição,
Ou do golfo no regaço
Relembra os versos de Tasso,
Junto às lavas do vulcão!


O Inglês — marinheiro frio,
Que ao nascer no mar se achou,
(Porque a Inglaterra é um navio,
Que Deus na Mancha ancorou),
Rijo entoa pátrias glórias,
Lembrando, orgulhoso, histórias
De Nelson e de Aboukir.. .
O Francês — predestinado —
Canta os louros do passado
E os loureiros do porvir!
Os marinheiros Helenos,


Que a vaga jônia criou,
Belos piratas morenos
Do mar que Ulisses cortou,
Homens que Fídias talhara,
Vão cantando em noite clara
Versos que Homero gemeu ...
Nautas de todas as plagas,
Vós sabeis achar nas vagas
As melodias do céu! ...

III

Desce do espaço imenso, ó águia do oceano!
Desce mais ... inda mais... não pode olhar humano
Como o teu mergulhar no brigue voador!
Mas que vejo eu aí... Que quadro d'amarguras!
É canto funeral! ... Que tétricas figuras! ...
Que cena infame e vil... Meu Deus! Meu Deus! Que horror!


IV

Era um sonho dantesco... o tombadilho
Que das luzernas avermelha o brilho.
Em sangue a se banhar.
Tinir de ferros... estalar de açoite...
Legiões de homens negros como a noite,
Horrendos a dançar...


Negras mulheres, suspendendo às tetas
Magras crianças, cujas bocas pretas
Rega o sangue das mães:
Outras moças, mas nuas e espantadas,
No turbilhão de espectros arrastadas,
Em ânsia e mágoa vãs!


E ri-se a orquestra irônica, estridente...
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais ...
Se o velho arqueja, se no chão resvala,
Ouvem-se gritos... o chicote estala.
E voam mais e mais...


Presa nos elos de uma só cadeia,
A multidão faminta cambaleia,
E chora e dança ali!
Um de raiva delira, outro enlouquece,
Outro, que martírios embrutece,
Cantando, geme e ri!


No entanto o capitão manda a manobra,
E após fitando o céu que se desdobra,
Tão puro sobre o mar,
Diz do fumo entre os densos nevoeiros:
"Vibrai rijo o chicote, marinheiros!
Fazei-os mais dançar!..."

E ri-se a orquestra irônica, estridente. . .
E da ronda fantástica a serpente
Faz doudas espirais...
Qual um sonho dantesco as sombras voam!...
Gritos, ais, maldições, preces ressoam!
E ri-se Satanás!...

V

Senhor Deus dos desgraçados!
Dizei-me vós, Senhor Deus!
Se é loucura... se é verdade
Tanto horror perante os céus?!
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
De teu manto este borrão?...
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão!


Quem são estes desgraçados
Que não encontram em vós
Mais que o rir calmo da turba
Que excita a fúria do algoz?
Quem são? Se a estrela se cala,
Se a vaga à pressa resvala
Como um cúmplice fugaz,
Perante a noite confusa...
Dize-o tu, severa Musa,
Musa libérrima, audaz!...


São os filhos do deserto,
Onde a terra esposa a luz.
Onde vive em campo aberto
A tribo dos homens nus...
São os guerreiros ousados
Que com os tigres mosqueados
Combatem na solidão.
Ontem simples, fortes, bravos.
Hoje míseros escravos,
Sem luz, sem ar, sem razão. . .


São mulheres desgraçadas,
Como Agar o foi também.
Que sedentas, alquebradas,
De longe... bem longe vêm...
Trazendo com tíbios passos,
Filhos e algemas nos braços,
N'alma — lágrimas e fel...
Como Agar sofrendo tanto,
Que nem o leite de pranto
Têm que dar para Ismael.


Lá nas areias infindas,
Das palmeiras no país,
Nasceram crianças lindas,
Viveram moças gentis...
Passa um dia a caravana,
Quando a virgem na cabana
Cisma da noite nos véus ...
... Adeus, ó choça do monte,
... Adeus, palmeiras da fonte!...
... Adeus, amores... adeus!...


Depois, o areal extenso...
Depois, o oceano de pó.
Depois no horizonte imenso
Desertos... desertos só...
E a fome, o cansaço, a sede...
Ai! quanto infeliz que cede,
E cai p'ra não mais s'erguer!...
Vaga um lugar na cadeia,
Mas o chacal sobre a areia
Acha um corpo que roer.
Ontem a Serra Leoa,


A guerra, a caça ao leão,
O sono dormido à toa
Sob as tendas d'amplidão!
Hoje... o porão negro, fundo,
Infecto, apertado, imundo,
Tendo a peste por jaguar...
E o sono sempre cortado
Pelo arranco de um finado,
E o baque de um corpo ao mar...
Ontem plena liberdade,


A vontade por poder...
Hoje... cúm'lo de maldade,
Nem são livres p'ra morrer. .
Prende-os a mesma corrente
— Férrea, lúgubre serpente —
Nas roscas da escravidão.
E assim zombando da morte,
Dança a lúgubre coorte
Ao som do açoute... Irrisão!...
Senhor Deus dos desgraçados!


Dizei-me vós, Senhor Deus,
Se eu deliro... ou se é verdade
Tanto horror perante os céus?!...
Ó mar, por que não apagas
Co'a esponja de tuas vagas
Do teu manto este borrão?
Astros! noites! tempestades!
Rolai das imensidades!
Varrei os mares, tufão! ...

VI

Existe um povo que a bandeira empresta
P'ra cobrir tanta infâmia e cobardia!...
E deixa-a transformar-se nessa festa
Em manto impuro de bacante fria!...
Meu Deus! meu Deus! mas que bandeira é esta,
Que impudente na gávea tripudia?
Silêncio. Musa... chora, e chora tanto
Que o pavilhão se lave no teu pranto! ...


Auriverde pendão de minha terra,
Que a brisa do Brasil beija e balança,
Estandarte que a luz do sol encerra
E as promessas divinas da esperança...
Tu que, da liberdade após a guerra,
Foste hasteado dos heróis na lança
Antes te houvessem roto na batalha,
Que servires a um povo de mortalha!...


Fatalidade atroz que a mente esmaga!
Extingue nesta hora o brigue imundo
O trilho que Colombo abriu nas vagas,
Como um íris no pélago profundo!
Mas é infâmia demais! ... Da etérea plaga
Levantai-vos, heróis do Novo Mundo!
Andrada! arranca esse pendão dos ares!
Colombo! fecha a porta dos teus mares! 
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